quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Casal Pianos - desequipamentos preventivos





Na sequência do colapso do top na via "THP", informam-se os escaladores que a via se encontra agora sem ancoragens fixas.

Esta via (THP), e as vias "Monstro", "Tridente", "Supercrack", "Pata-agonia", “Via do Tó” e "Fucalhão” são as vias mais antigas de Casal Pianos, alguns anos anteriores ao impulso de equipamento iniciado a finais de 2009.
Como medida preventiva , os tops destas vias serão desequipados e, progressivamente, também os de outras vias que venham a identificar-se como duvidosas.
Sugere-se a todos os que se proponham escalar em Casal Pianos que
- verifiquem e confirmem, em tempo, se as vias que se propõem escalar têm ancoragens para descer;
- na medida do possível, adequem a frequencia de proteção à aproximação ao top, evitando os chamados runouts;
- antes de confiar algum peso nas ancoragens, sugere-se que os utilizadores se familiarizem com as técnicas de recurso de descida de vias com fixações de resistência duvidosa (prusik, destrepe, protecções naturais, etc.);
- se considere a possibilidade de montar tops provisórios e fiáveis, com equipamentos pessoais;
- não se comprometa o espaço utilizável para instalação de tops, em muitos casos bastante limitado, com soluções de reequipamento (ou retroequipamento) igual ou inferior ao que já se encontrava instalado;
- qualquer reequipamento deve ser levado a cabo por pessoa capacitada e apta a assumir os riscos inerentes à operação;
- os utilizadores incorporem as preocupações pela gestão deste risco e difundam a informação a outros visitantes - esta será a forma mais eficaz de evitar acidentes.
A situação especial de corrosão que se verifica nas ancoragens inox, qualquer que seja a sua aleação, tem afetado vias expostas a ambiente marinho, em vários locais do mundo e a orla costeira de Portugal não é excepção.
A restituição às condições de segurança e comodidade habituais das ancoragens, depende da capacidade de todos os interessados em reunir os diversos recursos para a substituição por equipamentos com melhores garantias.


algumas ligações: 



quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Lista de contribuições para o re-equipamento em titânio


Paulo  Correia - 20
Madalena Ferrão - 20
Joao Bernardino - 40
João Garcia - 20
Pedro Miguel Fernandes - 20
Astral Mendes - 40
Filipe Coragem - 20
Pedro Sanches - 20
Aysen Gul - 40
Jesús Paz - 50
Vertigo - 142,5
Bruno Monteiro - 60
Tiago Aldim Guede - 50
Alberto y Alberto - 40
Thiago Costa - 20
Pedro Nogueira (Primo) - 20



 

Muito obrigado a todos os que contribuíram.

Pessoal precisamos de mais contribuições para tornar este projeto possível.

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

RE-EQUIPAMENTO, RE-EQUIPAMENTO, RE-EQUIPAMENTO!!!



Caros escaladores,
como provavelmente já é do conhecimento geral têm ocorrido nos últimos anos algumas quebras de pontos de segurança. Concretamente, cerca de uma dezena de pernos* Inox quebraram-se apenas com o peso do escalador. Estes casos deram-se nas falésias de Sagres e nalgumas baías do Cabo da Roca, felizmente e por sorte sem consequências para os “acidentados” para além de um cagaço mortal!




Assim, resumidamente, a situação é a seguinte:

Os pernos (e se calhar também as plaquetes e as tiges) das vias nas falésias de Sagres e no Cabo da Roca não garantem segurança ao escalador.

No entanto, existem outras falésias perto do mar, equipadas com material semelhante ao que se partiu e que provavelmente se encontram em processo de deterioração acelerada. É difícil, dizer concretamente quais as falésias em maior ou menor risco. Em princípio, quanto mais velho for o equipamento, em lugares mais próximos do mar (acumulação de sais marinhos) e onde a chuva é mais rara (e não dissolve esses sais), maior será o risco de haver ropturas dos pontos. Por precaução, todas as falésias da seguinte lista podem estar sujeitas às mesmas falhas de material:  

Dente de Leão, Sesimbra, Pinheirinhos, Azóia, Meio Mango, Praia da Ursa, Cabo Carvoeiro, Peniche

O SEA pede a todos os escaladores que se consciencializem e divulguem esta realidade para se tentar evitar quaisquer acidentes futuros. Também, aconselhamos a que sigam as seguintes regras de segurança mesmo nas vias mais recentes destas escolas:

  1. Nunca descer de uma via apenas num ponto!
  2. Nas reuniões autosegurar-se sempre às duas argolas!
  3. Se não houver alternativa a descer num só ponto, testá-lo bem antes de descer!

A solução para este problema passa por reequipar as vias em maior risco (para começar) com o material mais resistente no mercado, isto é, TIGES DE TITÂNIO. Infelizmente, cada ponto sai à volta de 8 a 10€ e reinfelizmente, os cofres do SEA, isto é, o nosso/vosso dinheirinho apenas ronda os 300€!

Pois, já sabemos o que é que isto quer dizer… Cabe-nos a todos contribuir. E desta vez não vão chegar os 5€ por cabeça quando o rei faz anos… Reequipar uma via vai sair mais ou menos a 80€ e vai ser preciso reequipar umas dezenas delas no curto prazo e umas centenas num médio prazo incerto (chamem o político pra “fazer as contas”…). Bem sabemos que a vida está difícil para todos, mas enquanto vamos tentar reunir fundos por outros meios (câmaras, instituições, projectos, festas, tio patinhas, etc.), quem tem de se chegar à frente é o mexilhão que trepa às vias. Pois, nós todos, e várias vezes!

O NIB é o do costume! (está aí na barra do lado direito... isso, é mesmo esse!)
 
*para quem não sabe e é novo nisto, o perno é aquele parafuso, de que só se vê a ponta e que com a sua porca prende a plaquete à rocha.